sábado, 8 de janeiro de 2011

NINA!!!!!

 


Essa é a Nina, o mais novo membro da familia...ela veio preencher a falta deixada pela Millie e esta fazendo isso com maestria, gatinha carinhosa e esperta....ela me fez lembrar uma crônica de Carlos Heitor Cony que apresento pra voces.
...





Mila

Carlos Heitor Cony





Era pouco maior do que minha mão: por isso eu precisei das duas para segurá-la, 13 anos atrás. E, como eu não tinha muito jeito, encostei-a ao peito para que ela não caísse, simples apoio nessa primeira vez. Gostei desse calor e acredito que ela também. Dias depois, quando abriu os olhinhos, olhou-me fundamente: escolheu-me para dono. Pior: me aceitou.

Foram 13 anos de chamego e encanto. Dormimos muitas noites juntos, a patinha dela em cima do meu ombro. Tinha medo de vento. O que fazer contra o vento?

Amá-la — foi a resposta e também acredito que ela entendeu isso. Formamos, ela e eu, uma dupla dinâmica contra as ciladas que se armam. E também contra aqueles que não aceitam os que se amam. Quando meu pai morreu, ela se chegou, solidária, encostou sua cabeça em meus joelhos, não exigiu a minha festa, não queria disputar espaço, ser maior do que a minha tristeza.

Tendo-a ao meu lado, eu perdi o medo do mundo e do vento. E ela teve uma ninhada de nove filhotes, escolhi uma de suas filhinhas e nossa dupla ficou mais dupla porque passamos a ser três. E passeávamos pela Lagoa, com a idade ela adquiriu "fumos fidalgos'; como o Dom Casmurro, de Machado de Assis. Era uma lady, uma rainha de Sabá numa liteira inundada de sol e transportada por súditos imaginários.

No sábado, olhando-me nos olhos, com seus olhinhos cor de mel, bonita como nunca, mais que amada de todas, deixou que eu a beijasse chorando. Talvez ela tenha compreendido. Bem maior do que minha mão, bem maior do que o meu peito, levei-a até o fim.

Eu me considerava um profissional decente. Até semana passada, houvesse o que houvesse, procurava cumprir o dever dentro de minhas limitações. Não foi possível chegar ao gabinete onde, quietinha, deitada a meus pés, esperava que eu acabasse a crônica para ficar com ela.

Até o último momento, olhou para mim, me escolhendo e me aceitando. Levei-a, em meus braços, apoiada em meu peito. Apertei-a com força, sabendo que ela seria maior do que a saudade.
Posted by Picasa

11 comentários:

KINHA disse...

Olá Maria Alice

Ela não é uma gracinha?

Um Sábado iluminado para vc.

Bjoooooooooooo..........

duendes disse...

ola amiga espero tenha passado boas festas.
vim avisar que tem sorteio no meu blog ok.beijos.

Susi disse...

Nem te conto, meu primo tem uma Nina tbem. Te passo o endereço do blog dele pra vc ver.
http://antonioemario.blogspot.com/

Passa la e depois me fala o que achou.
bj

Betty Gaeta disse...

Oi Maria Alice,
A Nina é linda(eu tenho 6 gatos adotados e dois cachorros idem). Eu conheço esta crônica e não vou ousar relê-la, pois choro muito!
Bjkas e um ótimo final de semana para vc.

http://gostodistonew.blogspot.com/

Haylla disse...

Oi..
Tudo tão lindo ^^
Xeriinho grande!

www.lojazart.blogspot.com

MARIINHA disse...

Olá Inventiva,
Obrigada por ter passado pela minha Mansarda.

Não conhecia o seu blogue, e vou voltar.

Beijinhos desde Lisboa

Bella disse...

A Nina é muito gira e o teu blog também. Gostei.
Tudo de bom.

KINHA disse...

Olá Maria Alice

Vim desejar uma ótima semana.

Bjooooooooooo...........

Lila Rosana disse...

Maria Alice, você já assistiu com os seus netos um filme chamado "Bolt o Supercão"? Caso não tenhas assistido, assista com eles. Tenho certeza de que darão boas e gostosas risadas. No filme, tem uma gatinha que ADORO. É a Mitens. Ela é muito parecida com a sua Nina. Uma fofa!
Bjkas,
Lila

Tammy Hayashi disse...

ahh q triste, muitas felicidades p vc e sua nova bebe , ctbem t4enho uma chamada Sophia, depois passa no meu e ve bjos http://portammy.blogspot.com/

Anônimo disse...

olá, a sua Nina tem cara de curiosa e de esperta.É uma graça.
Bela crônica que fala do amor incondicional!!

Beijos
Cibele